O Senac Brasil realizou a live “Salas de aula inteligentes: ambientes de aprendizagem interativos e adaptativos”, quinto episódio da websérie IA na Educação Profissional. O encontro, mediado por Roberto Farias (Senac Departamento Nacional), contou com a participação de Maria Alice Carraturi (IAEDU), Felipe Carvalho (Senac Pernambuco) e Delmir Peixoto (Universidade Petrobras). O debate apresentou diferentes experiências sobre o uso da inteligência artificial e das metodologias ativas na criação de ambientes de aprendizagem inteligentes, interativos e centrados no estudante.
IAEDU: Cidades inteligentes e aprendizagem transformadora
Abrindo o encontro, Maria Alice Carraturi, cofundadora do IAEDU, apresentou as iniciativas do instituto voltadas à democratização do uso da inteligência artificial na educação, especialmente em contextos com restrições de recursos. Ela destacou projetos como o sandbox para desenvolvimento seguro de soluções de IA, as notas técnicas sobre IA generativa e educação desplugada e o curso gratuito de pós-graduação em Inteligência Artificial para Políticas Públicas em Educação e Cultura, criado em parceria com o Instituto Itaú. Maria Alice também apresentou o conceito de “Cidade Inteligente para Educação”, modelo que propõe um ambiente urbano e educacional totalmente conectado, sustentável e orientado à formação de um “cidadão aprendiz transformador”. “Mais do que usar IA na sala de aula, precisamos criar ambientes que eduquem — espaços que inspirem a curiosidade científica, a produção de conhecimento e o protagonismo social”, afirmou.
Senac Pernambuco: IA aplicada à prática docente
Na sequência, Felipe Carvalho, professor e desenvolvedor do Senac Pernambuco, compartilhou as experiências da instituição com o uso da inteligência artificial em cursos técnicos e de graduação. Ele destacou o papel do Instituto de Ciência e Tecnologia do Senac PE, localizado no Porto Digital de Recife, como espaço de experimentação e desenvolvimento de soluções educacionais inovadoras. Felipe apresentou formações docentes sobre IA aplicada à educação, além de projetos desenvolvidos por professores e alunos, como o e-book sobre IA para o ensino de idiomas, criado por uma docente do Centro de Idiomas, e a plataforma educacional com machine learning desenvolvida em parceria com o Sebrae Nacional. “A IA não é apenas uma ferramenta; ela é parte do próprio processo educativo, ajudando a criar experiências de aprendizagem mais inclusivas e transformadoras”, destacou.
Universidade Petrobras: Laboratórios imersivos e centralidade humana
Encerrando o episódio, Delmir Peixoto, líder técnico do Laboratório de Experiências de Aprendizagem da Universidade Petrobras, apresentou o ExpandLab, espaço dedicado à experimentação de metodologias disruptivas e tecnologias educacionais. O laboratório integra ambientes imersivos, robôs de telepresença e sistemas de IA generativa para apoiar professores na criação de experiências mais dinâmicas e colaborativas. Delmir apresentou casos de uso que envolvem avatares de professores, dinâmicas com LEGO e assistentes de aprendizagem criados a partir de bases de conhecimento desenvolvidas por docentes. “Nosso foco é a centralidade humana. A IA deve ampliar o alcance do professor, não substituí-lo. Quando um docente cria um agente virtual com seu método e sua linguagem, ele perpetua seu jeito de ensinar”, explicou.
Mensagem final: ambientes que aprendem com as pessoas
O episódio evidenciou que as salas de aula inteligentes são aquelas que integram tecnologia, metodologia e sensibilidade humana. A inteligência artificial, quando combinada a ambientes adaptativos e interativos, permite personalizar experiências, ampliar o protagonismo docente e estimular o pensamento científico, transformando o espaço físico e virtual em um verdadeiro ecossistema de aprendizagem.
A gravação completa está disponível no Saber Senac.