Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
post
page
e-landing-page

Confira o que rolou #8 Websérie de IA do Senac: Aprendizagem Adaptativa e Protagonismo Docente

O oitavo episódio da Websérie “IA na Educação Profissional” retomou um tema interrompido anteriormente e trouxe uma discussão fundamental para o futuro da docência: “Aprendizagem adaptativa: qual o papel do docente na era da IA?”

Mediado por Andreia Barreto (Senac Departamento Nacional), o encontro contou com a participação de Franciele Sena (Educat), Rafael Melo (CESAR School / UFPE) e Lucas Lopes (Sesc Departamento Nacional), que dialogaram sobre personalização da aprendizagem, uso ético da IA e o lugar do professor na construção de experiências educativas mediadas por tecnologia.

Aprendizagem adaptativa: da sala padronizada ao ensino personalizado

Abrindo o encontro, Franciele Sena contextualizou como a Educat, empresa especializada em soluções adaptativas desde 2006, tem contribuído para transformar a forma como professores compreendem os níveis de aprendizagem das suas turmas.

Ao comparar imagens de salas de aula do século XIX ao XXI, Franciele mostrou que, apesar das mudanças sociais e tecnológicas, dois elementos permanecem:

  • o papel central do professor;
  • o ensino padronizado, ainda predominante.


A partir daí, ela apresentou como a Educat utiliza IA para apoiar a construção de planos de aula personalizados, avaliações diagnósticas, trilhas adaptativas e insights sobre habilidades críticas dos estudantes.

A IA entra como assistente, “ajudando o professor a ganhar tempo e a tomar decisões pedagógicas mais informadas, sem substituir sua centralidade”. Segundo Franciele

Ela também explicou como a aprendizagem adaptativa dialoga com pesquisas clássicas (Bloom, Ausubel), mas só se torna escalável graças ao avanço recente da IA generativa e do big data, que permitem produzir conteúdos personalizados em grande volume.

IA e educação: entre expectativas e intencionalidade

Em seguida, Rafael Melo trouxe a perspectiva da pesquisa em IA aplicada à educação, comparando o momento atual ao impacto que a internet, os computadores pessoais e até as calculadoras geraram em décadas anteriores.

Para ele, o debate sobre IA precisa ser mais crítico e menos alarmista:

  • muitos dos medos atuais (cópia, desmotivação, perda de autonomia) já existiam antes;
  • problemas pedagógicos não são resolvidos, nem criados, pela tecnologia;
  • o grande diferencial está na intencionalidade pedagógica.


Ele destacou que a IA na educação não surge agora: instituições já projetavam seu uso desde 2017, com previsões de analytics, assistentes virtuais e personalização em larga escala.

Rafael também apresentou três fases da IA na educação:

1. Automação de tarefas (correções, geração de textos).

2. Apoio personalizado (feedbacks individuais, tutoria mais precisa, elaboração de materiais de qualidade).

3. Transformação metodológica, com foco em processos, habilidades e aprendizagem situada.

“A tecnologia não é o centro. O centro é o projeto pedagógico. Sem propósito, a IA vira ruído.” Rafael Melo

A experiência do Sesc: dados, inclusão e autoria docente

Fechando o episódio, Lucas Lopes apresentou a estratégia de IA da Rede Sesc de Educação, reforçando que a inovação precisa nascer do diálogo entre tecnologia, currículo e prática docente.

Ele destacou que a IA tem ajudado a rede a:

  • transformar dados em histórias e trajetórias de aprendizagem;
  • antecipar intervenções pedagógicas com base em padrões coletivos;
  • compreender a escola como ecossistema vivo, em que fatores sociais, culturais e territoriais influenciam o aprendizado;
  • fortalecer o papel do professor como autor e mediador.


“A IA amplia o olhar, mas é o professor quem decide o que vale a pena ver.” Lucas Lopes

Lucas reforçou ainda que inovação sem inclusão não é inovação, ressaltando o compromisso histórico do Sesc com equidade, aprendizagem significativa e acesso de qualidade.

Mensagem final: tecnologia a favor do humano

Nas falas finais, os convidados convergiram em uma visão comum:

  • a IA pode apoiar diagnóstico, personalização e planejamento;
  • mas é a mediação docente que dá sentido pedagógico às ferramentas.


O episódio reforçou que aprendizagem adaptativa não se resume a algoritmos: é uma decisão educativa sobre como conhecer melhor os estudantes, como planejar a partir das evidências e como usar tecnologia para fortalecer, e não diluir o protagonismo docente.

A gravação completa está disponível no Saber Senac.

Fale conosco

Tire suas dúvidas ou envie seu depoimento em vídeo ou texto!

espacodocente@senac.br

© Todos os Direitos Reservados - 2024